ensinamentos do Buda
Viver é a estrada para a não-dualidade
Porque o não-dual é uno com a
mente confiante
Palavras!
o Caminho está além da linguagem,
pois nele não há
nem ontem,
nem amanhã,
nem hoje.
Porque o não-dual é uno com a
mente confiante
Palavras!
o Caminho está além da linguagem,
pois nele não há
nem ontem,
nem amanhã,
nem hoje.
Osculum
Estou aqui. Atrás dessas palavras a sua frente em frente o
PC. Estou aqui ouvindo Lauryn Hill acústico MTV. Estou por aqui. E porque eu
deveria escrever essas palavras? Linguagem – sistema estrutural de signos. Uma coisa
que está no lugar de outra coisa – idéia. Porque eu devo escrever?
Não há mais nada em mim, senão a coisaem si.
Tentei parar de
escrever não consegui.
Vou romper de repente como um raio numa tempestade. Vou cair do galho no final da tarde. Vou virar semente e viver por toda eternidade. Vou pra casa do caralho ouvir e rir. Não quero mais o sol nascente. Não mais ranger de dentes, est me free. Desesperação pra que? A vida é leve a vida. Você gozava suas podres delícias e eu fiquei azedo. Sem voz e sem você. E eu fiquei com medo. I guess I was afraid so afraid.
E eu sem mim se perdeu.
Onde foi?
Onde se meteu?
Sinto, sinto muito...
Não há mais nada em mim, senão a coisa
Tentei
Vou romper de repente como um raio numa tempestade. Vou cair do galho no final da tarde. Vou virar semente e viver por toda eternidade. Vou pra casa do caralho ouvir e rir. Não quero mais o sol nascente. Não mais ranger de dentes, est me free. Desesperação pra que? A vida é leve a vida. Você gozava suas podres delícias e eu fiquei azedo. Sem voz e sem você. E eu fiquei com medo. I guess I was afraid so afraid.
E eu sem mim se perdeu.
Onde foi?
Onde se meteu?
Sinto, sinto muito...
lady luly
Ladies
in Luluchaca
In el
Country of Eldorado
Ula ula hana hana glu glu. Saudades
àqueles que já sonham. Também àqueles que não sonham, pois a própria vida é um
sonho, indiferentemente. Se pegar no ar algum pensamento ou vibração. Um devir
de sonho, como uma onda sonora, que retransmite as notas suaves do Quinteto. O
casamento de outras ramas rizomáticas que se perfilam e se cruzam. Alguma coisa
que se renova – um novo bulbo. A ponta se ramifica em mil ramas. Mil Ladies glu
glu. Alguém ama somebody loves o passado. Retira as
farpas, recolhe os cacos. A mistura do calor e da alta umidade em Luluchaca
fazia com que as pessoas, partidas ao meio pela linha do Equador, se vestissem
menos. Por isso eram obrigados a se exporem mais, E se expunham juntos, à frente,
ideias, pequenos ruídos e conflitos. Continha os números sorteados como em um
sonho. Era a vida, o próprio esclarecimento. E também o seu próprio dicionário.
Revendo amigos
Sim, dois mil e treze foi um ano ruim no meu calendário. Passei um arrego doido. Em março tentei o auto-extermínio. Ato desesperado que não penso em fazer de novo. Passei oito dias dentro de um hospital psiquiátrico...
Quando saí fiquei surpreso ao saber que o amor tinha acabado. Eu não vi, ou não quis ver. Fiquei cego.
Soava como uma crônica do absurdo. Parecia que as pessoas falavam grego. Eu não queria entender o que diziam, e por isso além de cego eu fiquei surdo.
O anjo havia aberto o sétimo selo. O Supremo Criador não aguardou meu arrependimento.
Ninguém se desculpava pelo desmazelo. Ninguém pedia perdão pela orgia e pelo desregramento. Eu não entendi bem quais eram as regras de um bom comportamento, ou fingia não ter entendido. Foi assim.
Eu não interpretei os índices e sinais do acaso. Eu realmente não contava com isso Eu não previ o abalo sísmico. Tudo estava desmoronando. O meu particular fim-do-mundo.
O término de um relacionamento após uma tentativa de suicídio.
Um cenário insólito, surreal, irreal, bizarro.
Eu não sabia como reagir com o desenrolar dos acontecimentos.
Eu reclamei baixinho. Chorei sozinho no chão do quarto, no tapete atrás da porta. Ouvia Pink Floyd no escuro. Senti-me culpado de ter nascido. Vociferei minha sanha aos quatro ventos e entrei pra dentro de mim mesmo.
Esqueci que o amor foi inventado. Que ele é fogo que arde sem se ver. Um contentamento descontente. É ter com quem nos mata, lealdade.
queria explicar que aquilo foi uma infantilidade. Queria pedir perdão por tudo. Dizer que só queria ser amado. Que eu faria “tudo certo” como 2 e dois são 4. Mas como diz aquela canção do Roberto, de fato 2 e 2 são cinco.
To be continued...
Vamos ao que interessa. Minha voz é nula. Dois mil e treze foi mais um ano de merda. Depois de tentar me matar nunca mais vi meu amor. Deve ser o castigo por ter desejado a morte. A ansiedade bateu forte no meu peito. Eu que sou um saco cheio de paciência e tolerância, reprimo a pilha de nervos que me assola. A essa hora estou sempre preparado pra desfalecer no leito. Preparo minha cama e aos poucos me ajeito com a tristeza de saber que vou viver mais um “dia da Fuinha”. O medo, o descontrole, o desespero. Nada mais abaixo de zero.
pu.bli.sh.it
O
quê que quer eu faça devo agir depressa. São 4 e 42 da madrugada. O que quer
que seja me pegou de jeito, mau jeito. uma pequena dor nas costas. Uma energia
cruzada que não sei de onde veio. Trato bem as palavras e as pessoas. Delas não
espero recompensa. Existe algo na ponta dos dedos. To com delicadeza as teclas.
Escrever a Mao me cansa o polegar esquerdo, embora eu goste do desenho da minha
letra. Miles não tem pudor de tocar seu trompete. A lua na casa 7, A kind of blue na minha frente. Respiro.
Devo respirar, sei que estou vivo. 4 e 57 agora. O 4:44 já passou faz tempo. Como
um vento frio da aurora. Respiro fundo novamente. Sinto que o tempo que cruzou
ainda cruza. Sei que tenho que escrever depressa, mas ainda não disse nada.
Bordando o que não tem importância na ânsia de jogar pra fora. Faço preâmbulos
gigantescos e deles acabo e acabo a cabo não dizendo nada. Detesto fazer esses joguetes
idiotas. O verbo merece mais respeito. O ruído das teclas delata minha
presença. A consciência me afronta, mete medo. Eu nem falei que o Miles tocou round midnight, por que isso não tem
menor importância. Eu gosto do tema, conheço as notas, eu nem falei nada até
agora. Foda-se o silêncio e passar das horas. Vivo nas horas mortas. E os ratos
de esgoto do centro fazem algazarra. Deixamos pra aquelas ratazanas gordas, toda
comida que os sustenta. Pra que situar o
leitor das horas que advenho? O dia já nasceu meu medo servidão humana. Sinto não,
tenho certeza, a consciência que condena, vem do meu pai na cama. Seu julgo é
severo, médico deus. Quer me meter numa
fazenda. Ouvi Stephan Grapelli e Baden Powell, e outra digressão fulera. Samba triste,
meditação. Agora o silêncio amanhece falando, os carros, os piados, eu não estou
interessado em nada. Desvio de um tapa no espelho. Vale de que vale ser
centrado? Não. Ninguém perguntou com eu me senti quando sai do confinamento
psiquiátrico e nunca mais vi a mulher que tanto amava. Ainda amo, confesso. Por
medo, por meta ou vingança, não descarto, porque caralho ser humano dessa
forma? Eu a amo e sinto que ela me ama. Sem saber ao certo o mal que causa. Ser
feliz a causa medo um medo in- e eu me fodo corpo geme falta. Existencialismo de
merda! E um dia o porquê se levanta, nessa lassidão tingida de medo, eu nuca mais
serei o mesmo - iconoclasta de pijama. Passei os dez anos em vão ano passado 12
de dezembro de 2012. Três vezes doze e eu aqui sozinho. Frente? Vamos, ou nada.
Hoje fiz contato com uma editora. Lamurias de um viciado. A quem doer, doa. Não
me arrependo de quase nada. Marx podia ser o Papai Noel, vermelho puta e uma
puta barba. E o que ele fala do amor? Nunca estão a fim de falar nada. Eu teria
morrido por ela, meu bem. Propriedade é
roubo, e eu fiquei louco. Não acredite em nada do que digo. Acreditei que sou
um mentiroso. E minha alma foi roubada. O ser humano é mau, ela dizia piada mortal
psicopata. A alvorada zunzum me atordoa de tédio esperança voadissa, ficou guardada.
Não quero mais caixas vazias. Estou afim de mim, de boa, melhor em Dublin do
que na praça. Triste dessemelhança. A quem doer doa. Avoa vida, vai... fazendo
hora o tempo passa.
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